O MPRIS foi desenhado para uso em contexto de Defesa Civil: todo número exibido tem origem rastreável e o modelo de risco é simples o bastante para ser auditado por qualquer pessoa nesta página.
O MPRIS decorre da monografia de especialização “Modelo Preditivo de Risco Climático e Impacto em Saúde Pública (MPRIS): concepção, estruturação e aplicabilidade no Estado da Bahia” (Diego Cavalcante Teixeira Daltro, Escola de Governo Fiocruz Brasília — Fundação Oswaldo Cruz, Especialização em Gestão de Saúde Pública e Inovação, orientação Prof. Me. Rui Ogawa, 2026), desenvolvida no contexto da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB).
Na formulação da monografia, alinhada ao referencial do IPCC (2022), o risco sanitário é o produto da interação de quatro dimensões:
Este painel operacionaliza as três primeiras dimensões com dados oficiais em tempo real (clima: Open-Meteo/INMET; exposição: CPRM/SGB, DEM Copernicus e grade do núcleo de Geo; vulnerabilidade social: Censo 2022, favelas e comunidades urbanas e IVS/IPEA) e exibe a capacidade instalada de saúde (unidades CNES por bairro). A incorporação da resiliência do sistema de saúde como divisor do índice — junto com a calibração dos pesos por aprendizado de máquina — é o desdobramento previsto na monografia.
A monografia também estrutura o modelo em três horizontes de decisão, que o painel cobre integralmente: operacional (até 24h — alerta do dia por bairro), tático (24–48h — chuva observada + prevista na janela de 72h do modelo) e estratégico (5–10 dias — régua de 10 dias do mapa; a assistente de IA estende a leitura dia a dia até 16 dias).
Referencial científico da monografia: IPCC (2022), Haines & Ebi (NEJM, 2019), Watts et al. (Lancet Countdown, 2021), OMS (2021), Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020–2028 e o SisVuClima (Fiocruz/MMA).
O diferencial do MPRIS frente a um alerta meteorológico é traduzir a previsão em impacto sanitário. A literatura reunida na monografia documenta os principais agravos associados a chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos:
É por isso que o painel exibe, junto ao risco, a população exposta, a presença de favelas e comunidades urbanas, a vulnerabilidade social e as unidades de saúde próximas — e por isso a assistente de IA responde perguntas sobre esses impactos citando as mesmas fontes.
O risco tem duas dimensões — não as confunda:
O nível de alerta de cada bairro combina esses dois fatores, ambos públicos e verificáveis:
Os dois fatores entram numa matriz de risco 4×4 (suscetibilidade × chuva), com duas salvaguardas: sem chuva prevista, todo bairro fica em Observação; sem suscetibilidade mapeada, nenhum bairro passa de Atenção mesmo com chuva extrema. A escala segue a nomenclatura do CEMADEN:
Cobertura estadual. A matriz do núcleo de Geoprocessamento passou a cobrir toda a Bahia: 565.239 hexágonos de 1 km² nos 417 municípios do estado — 226 vezes a grade original de 2.496 células das três cidades. A lista de municípios confere exatamente com a relação oficial do IBGE. Além das camadas físicas, a matriz estadual traz a população residente por hexágono, estimada pelo núcleo Geo — é ela que permite ao painel dizer quantas pessoas moram sob cada nível de alerta. Não é contagem oficial: a soma estadual dá 15,4 milhões, contra 14,1 milhões do Censo 2022 e 14,9 milhões da estimativa do IBGE para 2025 (detalhes na seção 9, Limitações). Trate o número como estimativa de exposição.
Dois níveis de desenho. Nenhum navegador desenha meio milhão de polígonos. Na visão do Estado, o mapa mostra uma malha agregada de hexágonos de ~7,5 km (16.121 células) que resume as de 1 km²: cada célula de 1 km² é atribuída ao hexágono da malha pelo seu centro (arredondamento em coordenadas cúbicas, o método padrão de grades hexagonais) e o agregado guarda o máximo das camadas físicas (num painel de Defesa Civil o pior pedaço é que manda), a mediana da vulnerabilidade social, a população somada, quantas células de 1 km² resumiu e quantas delas não têm HAND — o rótulo diz tudo isso, para ninguém ler os 7,5 km como se fosse a medição de 1 km². As cinco camadas do mapa se aplicam ao agregado com as mesmas escalas das três cidades. Ao abrir um município (pelo buscador de municípios ou clicando na célula), o painel carrega a grade de 1 km² daquele município e a metodologia passa a valer célula a célula — inclusive a chuva e o alerta, desde 13/09/2026:
A mesma regra vale na malha estadual de ~7,5 km: a célula mostra o pior alerta entre os municípios que cobre, mas o grau do SGB só entra nas células que contêm setor — calculado com a chuva do município do setor. A unidade de alerta acompanha: no Estado é o município; em Salvador, Itabuna e Ilhéus, que têm gazetteer de bairros, é o bairro, e o município herda o maior nível entre seus bairros.
Suscetibilidade histórica fora das três cidades. O modelo cruza duas coisas independentes: a suscetibilidade histórica (áreas de risco mapeadas e histórico de ocorrências) e a vulnerabilidade física do terreno (WLC/HAND). A matriz estadual traz a física para os 417 municípios, mas a histórica só existia para 61 bairros — e usar uma no lugar da outra colapsaria dois componentes independentes do modelo num só. A lacuna foi preenchida com fonte pública oficial: a Setorização de Áreas de Risco Geológico do SGB/CPRM (846 setores mapeados em campo, em 93 municípios, classificados Alto ou Muito alto, com tipologia e número de pessoas) e a lista de municípios monitorados pelo CEMADEN (47 na Bahia — a rede só monitora município com histórico registrado de movimento de massa ou processo hidrológico) e, desde 11/09/2026, o Atlas Digital de Desastres no Brasil (MIDR/CEPED-UFSC, base consolidada do S2iD, 1991–2025): todo registro oficial de desastre do município com código COBRADE de inundação, enxurrada, alagamento ou chuvas intensas conta como histórico documentado de alagamento, e todo registro de movimento de massa, de deslizamento. Para a Bahia são 6.421 registros, metade com reconhecimento federal; 369 municípios têm desastre por chuva documentado. A regra é a mesma do CEMADEN: histórico registrado vale suscetibilidade média (1), nunca mais — os graus alto e muito alto continuam exclusivos do setor mapeado em campo pelo SGB. Os contadores por tipo, o número de reconhecimentos federais e o ano do último registro viajam com o dado e aparecem no painel do município. Juntas, as três fontes cobrem 371 dos 417. Vence sempre o maior entre as fontes: num painel de Defesa Civil, fonte nova nunca rebaixa alerta que outra fonte oficial sustenta. Nos 46 municípios restantes não há área de risco mapeada nem desastre registrado nessas bases: eles entram como “não avaliada”, com teto de Atenção. Isso é limite da base, não é risco baixo e não é ausência de risco.
Índices MPRIS por município. Os dois índices compostos (seção 5) valem para os 417 municípios com as mesmas fórmulas e pesos dos bairros. Cada componente vem da fonte pública equivalente: suscetibilidade histórica (SGB/CPRM, CEMADEN, Atlas/S2iD), vulnerabilidade física (WLC) e inundabilidade (HAND) pela mediana das células de 1 km² do município na matriz do núcleo Geo, declividade e elevação pelo DEM Copernicus GLO-90 no centroide populacional (API de elevação da Open-Meteo, 7 pontos em raio de 300 m — o mesmo método dos bairros) e chuva pelo acumulado de 10 dias no mesmo centroide. Sem suscetibilidade de fonte oficial o índice é parcial, como no bairro não avaliado.
O resto da metodologia também chegou aos 417 (14/09/2026). Até então, quatro peças do painel continuavam presas às três cidades com bairros, e o Estado tinha alerta sem ter o que vem em volta dele:
Lacunas da matriz, declaradas.Das 565.239 células de 1 km², 1.312 (0,2%, em 212 municípios, concentradas em corpos d’água e no oeste) não têm valor de HAND; nenhuma está sem vulnerabilidade física ou social. Essas células aparecem neutras na camada Inundação, a célula agregada informa quantas resumiu sem HAND e o painel do município conta as suas. Não se preenche HAND por interpolação: a lacuna é do modelo hidrológico e só o núcleo de Geoprocessamento pode fechá-la.
Correção de agosto/setembro de 2026. Ao cruzar as fontes apareceu um buraco na própria base do painel: a setorização do SGB já estava no repositório, mas apenas era exibida — nunca chegava ao modelo. Dezesseis bairros de Itabuna e Ilhéus têm setor de risco mapeado em campo, nove no grau Muito alto, e entravam no cálculo com suscetibilidade 0; dez estavam marcados como “não avaliados”, com teto de Atenção — entre eles Basílio (1.985 pessoas em setor de risco), Esperança (1.990) e Lomanto Júnior (2.508). Chovendo forte, o painel não passava de Atenção onde o órgão federal já havia desenhado setor de risco muito alto com gente morando dentro. A suscetibilidade usada pelo modelo passou a ser o maior valor entre a curadoria própria e a setorização do SGB.
Todas as camadas do mapa pintam a mesma malha: a grade hexagonal de 1 km² do núcleo de Geoprocessamento — 2.496 hexágonos que cobrem todo o território dos três municípios (Salvador 390, Itabuna 447, Ilhéus 1.659), incluindo a zona rural. Cada hexágono conhece o(s) bairro(s) sobre os quais está e carrega seus próprios valores de vulnerabilidade física (WLC), inundabilidade (HAND) e vulnerabilidade social (Censo 2022). Os hexágonos marcam a região — não delimitam lotes ou imóveis específicos. Em hexágonos de zona rural, sem bairro monitorado, a camada de alerta fica neutra (o alerta é calculado por bairro); já a precipitação e as matrizes de Deslizamento/Inundação usam a chuva prevista da área do hexágono(Open-Meteo, amostragem de ~5 km) — nunca inventamos um valor local. Localidades urbanas fora dos 244 bairros (ex.: Villa Maria, Ferradas) usam a previsão do bairro monitorado mais próximo quando ele está a até 6 km — dentro do mesmo pixel (~9 km) do modelo meteorológico — sempre identificado como “referência” no mapa. Lacunas das matrizes de origem são declaradas no próprio hexágono: 180 células sem valor HAND e 13 sem dado social do Censo aparecem apagadas, com o motivo no lugar do valor.
Cobertura e níveis de curadoria. O MPRIS monitora 244 bairros — a cobertura completa das três cidades no OpenStreetMap: Salvador (191 bairros e localidades), Itabuna (24) e Ilhéus (29). Há dois níveis de curadoria: 61 bairros com suscetibilidade avaliada em fonte oficial (Codesal, CEMADEN, S2iD, relatórios das cheias), mais 10 de Itabuna e Ilhéus cuja suscetibilidade vem da setorização de risco do SGB/CPRM (ver correção abaixo) — 71 ao todo —, e os demais com suscetibilidade “não avaliada” — nestes, o alerta por chuva funciona normalmente (limitado a Atenção, por prudência) e os tooltips e índices declaram a ausência. Preferimos dizer “não avaliada” a colorir de verde o que não foi verificado: neutro não significa área segura. A avaliação estrutural cresce a cada revisão da base.
Seleção de bairro e malha destacada. Ao buscar um bairro pelo nome (ou citá-lo em pergunta à assistente de IA), o mapa enquadra a região e destaca toda a malha de hexágonos que cobre o bairro — incluindo os hexágonos compartilhados com bairros vizinhos: como a grade é de 1 km², um mesmo hexágono pode cobrir mais de um bairro, e ele pertence à malha de todos os que cobre. Clicar num hexágono individual restringe o realce àquela célula.
As cinco camadas do mapa, todas sobre a grade universal de 1 km² (seção 4), com fórmulas abertas e apenas dados de fonte conhecida:
No painel de cada bairro, os índices MPRIS (0–1) continuam calculados por bairro:
Faixas dos índices: <0,15 Inexistente · <0,30 Baixo · <0,50 Médio · <0,65 Alto · <0,80 Muito Alto · ≥0,80 Extremo. Em bairros sem suscetibilidade avaliada, o índice é parcial (física/terreno + chuva, sem o componente histórico) e sinalizado como tal — o componente que falta nunca é inventado. O painel também exibe, por bairro: população (Censo 2022), população em favelas e comunidades urbanas (IBGE 2022), vulnerabilidade social (IVS/IPEA, Salvador), elevação, declividade e unidades de saúde do CNES/DataSUS num raio de 1,2 km.
Como o núcleo de Geoprocessamento produz a vulnerabilidade física. A suscetibilidade a deslizamento é uma álgebra de mapas em SIG (QGIS) por Combinação Linear Ponderada (WLC): cada camada é reclassificada em pesos de 1 (muito baixa) a 5 (muito alta suscetibilidade) e combinada em média ponderada, com maior peso para a declividade — adaptação do modelo clássico de suscetibilidade à erosão (Crepani, 2001; Ross, 1994) que enfatiza encostas: planícies e pediplanos, mesmo erodíveis, não viram risco de deslizamento. Processamento em pixel de 30 m (SRTM/NASA), sistema SIRGAS 2000 / Brazil Albers.
O que chamamos de vulnerabilidade — definições precisas. Seguindo o referencial do IPCC (risco = ameaça × exposição × vulnerabilidade): vulnerabilidade física é a predisposição do terreno a falhar sob chuva (geologia, solos, declividade, vegetação, ocupação — modelo WLC; para inundação, o HAND); vulnerabilidade social é a predisposição da população a sofrer dano e ter dificuldade de recuperação (renda, alfabetização, saneamento — Censo 2022); suscetibilidade histórica é o registro curado de onde o dano já aconteceu (Codesal/CEMADEN/S2iD). Nenhuma das três é o evento em si — são as condições que transformam chuva em desastre. O alerta do dia é a dimensão dinâmica: a ameaça (chuva prevista/observada) aplicada sobre essas condições.
A inundabilidade vem do modelo HAND — Height Above the Nearest Drainage (INPE/CEMADEN; Nobre et al., 2011), que classifica o terreno pela altura acima da drenagem mais próxima a partir de dados de radar. Os dois resultados são consolidados numa malha hexagonal de 1 km² (média dos pixels por hexágono, normalizada 0–1) — a mesma grade universal do mapa (seção 4). A previsão meteorológica usada pela equipe é o modelo ECMWF (~9 km de resolução, horizonte de 10 dias) via API Open-Meteo — a mesma cadeia deste painel. A equipe também calcula uma matriz de vulnerabilidade social por hexágono com cinco indicadores do Censo 2022 (rede geral de água, coleta de lixo, esgotamento sanitário, alfabetização e rendimento do responsável pelo domicílio); no painel, o indicador social exibido por bairro segue sendo o IVS oficial do IPEA, para manter comparabilidade nacional.
A IA do MPRIS combina duas camadas. A camada generativa é quem interpreta a pergunta e redige a resposta: modelos de linguagem acionados em cadeia de contingência — provedores Groq (modelos abertos: GPT-OSS 120B, com raciocínio nativo, GPT-OSS 20B, menor e mais rápido, e Qwen 3.8 27B) e Google Gemini (Gemini 3.8, 3.7, 3.6 e 3.5 Flash e as variantes Flash-Lite — cada modelo com cota independente). Se um modelo ou provedor falha ou esgota a cota, o próximo assume automaticamente, sem interromper o serviço; e um modelo que demora mais de 4 segundos passa a ser coberto pelo seguinte, chamado em paralelo — vence quem responder primeiro. Outros provedores compatíveis (Mistral, Cerebras, OpenRouter) entram na mesma cadeia quando há credencial configurada.
A composição da cadeia é revista periodicamente: provedores gratuitos aposentam modelos com pouco aviso, e a lista acima reflete o catálogo em 21/09/2026. Em 15/08/2026 saíram Kimi K2, Llama 3.3 70B e Llama 3.1 8B, substituídos pelos GPT-OSS por indicação do próprio provedor; em 15/09 o Qwen 3.6 deu lugar ao Qwen 3.8. A troca não altera nenhum dado: o que muda é apenas quem redige o texto, porque os números nunca vêm do modelo — é o que a camada seguinte garante.
A segunda camada é a ancoragem — uma regra de arquitetura, não apenas de instrução: o modelo de linguagem não gera dados. Toda pergunta é respondida por oito funções determinísticas — chuva já ocorrida (hora a hora, hoje e ontem, por período do dia), previsão de chuva, risco atual, risco por período (dia a dia, até 16 dias), histórico de desastres, avisos do INMET em vigor, impactos na saúde e estatísticas — que consultam a Open-Meteo, o INMET e a base deste painel; o modelo apenas interpreta e formata o resultado, e é proibido de responder fora do escopo (clima e desastres nas 3 cidades). As fontes exibidas no rodapé de cada resposta vêm das funções executadas, não do texto do modelo. E o mapa acompanha a conversa: ao perguntar sobre um bairro (mesmo com grafia aproximada — o resolvedor corrige), o painel voa até ele e destaca sua malha de hexágonos, como na busca por nome.
Por princípio, a assistente não faz afirmações absolutas sobre o futuro: previsão meteorológica é tratada como probabilidade (“não há sinal de risco elevado pela previsão atual”, nunca “não há risco”), com as incertezas declaradas — horizonte máximo de 16 dias e confiabilidade decrescente após ~7. E se todos os provedores generativos falharem ao mesmo tempo, o sistema degrada para um motor 100% determinístico, que responde às mesmas perguntas com as mesmas fontes — a degradação é da fluidez do texto, nunca do conteúdo.
Previsão meteorológica de 10 dias (precipitação, probabilidade, temperatura) — modelos ECMWF/GFS/ICON, resolução de 9 a 25 km conforme o modelo de origem.
Referência para a escala de níveis de alerta; a lista oficial de municípios monitorados pela rede do CEMADEN é uma das fontes da suscetibilidade histórica dos 417 municípios (município monitorado tem, por definição, histórico registrado de desastre).
Registros oficiais de desastres (decretos de situação de emergência e calamidade): desde 14/09/2026 são a base histórica dos 417 municípios (1.391 registros por chuva ou movimento de massa, 1991–2025, com impactos humanos e materiais); antes usados só na base histórica das 3 cidades e, desde 11/09/2026, como fonte da suscetibilidade histórica dos 417 municípios (base consolidada 1991–2025, códigos COBRADE, status de reconhecimento federal).
Mapeamento de áreas de risco, relatórios da Operação Chuva e ocorrências por região de Salvador.
Avisos oficiais em vigor (tempo real), consultados a cada 10 minutos e filtrados para os 417 municípios da Bahia pelo código IBGE (até 14/09/2026 só os três códigos das cidades com bairros eram lidos).
População por bairro (agregados por bairro/SIDRA t.9923) e população em favelas e comunidades urbanas por bairro (agregados por setores censitários).
Índice de Vulnerabilidade Social por UDH (ano-base 2010) — média das UDHs que nomeiam cada bairro de Salvador; faixas oficiais do IPEA.
Grade universal de 1 km² (2.496 hexágonos, cobertura completa dos 3 municípios) — a malha única de todas as camadas do mapa. Por hexágono: vulnerabilidade física via Combinação Linear Ponderada (WLC) em QGIS (pixel 30 m, SIRGAS 2000/Albers), inundabilidade pelo modelo HAND (INPE/CEMADEN, Nobre et al. 2011) e vulnerabilidade social (5 indicadores do Censo 2022). Camadas-fonte da WLC: geologia (Mapa Geológico da Bahia, CPRM/CBPM, 2003, 1:1.000.000), solos (Erodibilidade dos Solos do Brasil, Embrapa Solos, 2024), declividade (SRTM/NASA, classes EMBRAPA), vegetação (Mapeamento Temático da Vegetação da Bahia, INEMA, 2019, 1:50.000) e áreas urbanizadas (IBGE). Também alimenta os índices MPRIS por bairro (peso 0,25).
Base conceitual do modelo: "Modelo Preditivo de Risco Climático e Impacto em Saúde Pública (MPRIS): concepção, estruturação e aplicabilidade no Estado da Bahia" (Diego Cavalcante Teixeira Daltro, Especialização em Gestão de Saúde Pública e Inovação, orient. Prof. Me. Rui Ogawa, 2026) — dimensões do risco, pesos, horizontes temporais e classificação.
Carta de Suscetibilidade a Inundação (Salvador) e Setorização de Riscos Geológicos — 845 setores em 93 municípios da Bahia, com polígono, grau (Alto/Muito alto), tipologias e pessoas expostas, projetados célula a célula na grade desde 13/09/2026 (Itabuna e Ilhéus: setores Alto/Muito Alto, tipologias e pessoas expostas) — avaliação oficial exibida nos bairros sem curadoria histórica completa.
Elevação média e declividade local por bairro (7 pontos por bairro: centro + hexágono de raio 300 m) — insumo real de terreno dos índices MPRIS.
Geocodificação dos bairros (centroides) e cartografia base.
Orientações de saúde pública pós-enchente (leptospirose e doenças de veiculação hídrica).
Detalhamento de eventos específicos (datas, bairros e impactos), sempre com o link no próprio registro.
O MPRIS se atualiza sozinho, em camadas com frequências distintas:
| Camada | Fonte | Frequência |
|---|---|---|
| Previsão e chuva observada (48h) | Open-Meteo (ECMWF/GFS) | a cada 3 horas (o modelo roda 4×/dia) |
| Avisos meteorológicos oficiais | INMET Alert-AS | a cada 10 minutos |
| Nível de alerta por bairro | modelo MPRIS (recalculado com os dados acima) | a cada acesso |
| Base histórica de eventos (3 cidades) | curadoria S2iD/Codesal/imprensa verificada | revisão editorial (última: jul/2026) |
| Histórico oficial dos 417 municípios | Atlas Digital de Desastres/S2iD (base consolidada 1991–2025) | regeneração pelo script `gerar-eventos-atlas` a cada nova versão do Atlas (atual: v1.1, 06/08/2026) |
Além da atualização sob demanda, uma rotina automática diária (6h, horário da Bahia) renova todos os dados dinâmicos — o painel amanhece atualizado mesmo sem nenhum acesso durante a noite. Se a consulta ao INMET falhar, o painel informa a indisponibilidade em vez de exibir dado velho como se fosse novo — e volta a consultar automaticamente até a fonte responder.